O Poema de Barro

De barro fiz meu poema,
humilde e castanha criatura,
à minha imagem e semelhança.

Mas em seus ouvidos,
sussurraram maliciosos os anjos
com suas vozes de eternidade,
e por trás de suas pálpebras cerradas
teceram mágicas imagens de sonho.

Tolo poema! Anseia agora por asas,
que não lhe posso dar
!

Lenise Marques
Enviado por Lenise Marques em 04/12/2007
Reeditado em 04/12/2007
Código do texto: T764229