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EU ...E O NADA!

Vim do nada; minha mãe
era o nada; foi só o rio e as águas,
e o nada de tudo o que faltava!

Vim do nada; meu pai
era o nada; foi só a caatinga,
e quanto nada! Nem areia, nem restinga!

Vim do nada; meu irmão,
o mais velho, era o nada; foi só um cavalo,
uma corrida e resfolego; e um boi magro!

e um menino que, mago,
veio do nada; e se continuou na poesia
e, nada, aprendeu a fé, o canto e a melodia!

e virou "zé", o nada,
do enfeitiçamento das palavras, dos versos,
dos delírios, da paixão, da dor e do incesto!;

do violão, dos tons e trinados;
do bailado; do tablado, do tambor e da canção
entoada aos peitos e às ancas, ao andar e ao requebrado!

Vou pro nada! Vou sendo "zé'! Como sói ser!

CLAUDIO BAHIA, 30/11/2005 – 21:10h
CLAUDIO BAHIA
Enviado por CLAUDIO BAHIA em 30/11/2005
Reeditado em 11/01/2007
Código do texto: T79209

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Sobre o autor
CLAUDIO BAHIA
Lauro de Freitas - Bahia - Brasil
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CLAUDIO BAHIA