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PASMO

O vento recolhe as últimas esperanças.
As que adoeceram nos minutos
em que se firmara uma nesga de sorriso:
pálida afirmação do que pensou sim.

Não houve como atravessar o fosso
que exauria pequenas ambições
de se povoar sentidos próprios,
entre o tempo que se quer agarrar.

Não houve o que se pode nominar.
A espera do sempre após,
em que se possa converter
o simples aguardo em algo vicejante.

Tudo passa em ininterruptas cenas.
Tudo passa, tudo é foi.
Tudo amarga o tudo.
Tudo se desfaz em mudanças.

O mais próximo a se agarrar
é o vento, que assimila o corpo
como realidade absoluta
do sentimento da existência.

O vento, à toda hora,
se leva consigo nossos momentos,
existe concretamente.


2005
Sítio de Poesia
www.alfredorossetti.com.br
 
ALFREDO ROSSETTI
Enviado por ALFREDO ROSSETTI em 30/11/2005
Reeditado em 19/10/2015
Código do texto: T79225
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ALFREDO ROSSETTI
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 65 anos
143 textos (2367 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 16:44)
ALFREDO ROSSETTI