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TEMPO NUBLADO (4)

SENTIDO

Amor não tem sexo,
palavras não têm sentido.
Amor sem palavras,
sexo sem sentido.
Amor não tem sentido,
sexo não tem palavras.
Palavras sem sexo,
amor sem sentido.



FUNERAL

Todos os meus erros,
diante da verdade,
foram desesperos
em torno da realidade.

Todos os meus desejos
e as juras de lealdade
foram em almejos
de pura amizade.

Todos os meus amores
que tive em vaidade
foram fantasmas
que sumiram com a idade.

Todas as palavras
que eu disse em vida
foram lembradas
num instante de despedida.



RECORDAÇÃO

Recordo, ainda,
tudo o que não tive em mãos:
da sua imagem,
da falta de compreensão.

Recordo, ainda,
tudo o que não me fez feliz:
da sua beleza,
da sua voz que não esqueci.

Recordo, ainda,
do seu beijo,
do seu calor que não me aqueceu.
Recordo de tudo que não foi meu.
Recordo do passado infiel
que você traçou para mim,
da sua falsidade
que não chorou pelo meu fim.



NO MESMO LUGAR

O porta-retrato continua no mesmo lugar,
a velha poltrona próxima da TV,
os mesmos quadros na parede,
a mesma saudade de você.
Ainda me lembro da primeira vez,
ainda sinto a sua presença,
porque foi você quem fez
o fantasma da sua ausência.
Espero a sua volta,
com o mesmo amor.
Que você entre pela porta
e acabe com a minha dor.



 ELAINE BORGHI
primavera de 2005

ELAINE BORGHI
Enviado por ELAINE BORGHI em 01/12/2005
Reeditado em 18/12/2005
Código do texto: T79296

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Sobre a autora
ELAINE BORGHI
Campinas - São Paulo - Brasil, 42 anos
56 textos (1486 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 00:39)