VERDEJAR DO JUAZEIRO

 

Dueto: Antonio de Albuquerque: estrofes: 1, 2 e 3

                 Aila Brito: ................................................: 4, 5 e 6

 

Procurava, no florescer do coração,

o amor perdido, pelo sertão,

tangido pelo gorjeio da acauã!

 

No ressoar da alpercata de rabicho,

a poeira levantava do chão ressequido

e a secura da terra trazia lembranças...

 

À beira da estrada no verdejar do Juazeiro,

pássaros trinavam a canção do amor,

ecoando pelo céu, entre alvas nuvens!

 

O som da esperança, vibrando

em harmonia, nas cordas do coração

brotava com força a essência do amor,

 

abrindo-se em caminhos felizes, florais,

e os olhos marejados de emoção,

abastecidos na luz divina, sorriam.

 

Era a promessa de um novo tempo:

de luz, farturas e amores...

para o sertão, enfim, se impregnar de flores.

 

Aila Brito
Enviado por Aila Brito em 06/12/2023
Reeditado em 26/12/2023
Código do texto: T7948423
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