bailarinas

No prenúncio do herói, à mesa central sentado,

Serviram-lhe bebida forte, em gole, maremoto plantou

No âmago da boca, ondas descendo garganta abaixo,

Frutos assombrados. Gestos, testemunhas silenciosas,

Cada campo carrega suas pedras,

Extraindo doce leite, pele que abrigará

Os frios do próximo inverno. Sua cabeça, um planeta,

Onde dançava uma musa, fazendo sangrar

O desejo dos escravos, todos a cobiçavam como talismã,

Absorver-se em seu corpo, fazer jorrar água no deserto.

A flor não se desdobra, as amorosas não suavizam

O sexo esperado, pois sede e fome são irmãs teimosas,

Arrancam do sol estéril versos para o altar precioso.

As moças descem ao rio, cada peça de roupa na bacia

Já bebendo do passeio, do vulto e da alegria da

juventude, que se derrama sobre as jovens numa sinfonia angélica,

Rio que brota do ventre de magnéticos seios, inunda

O desejo com fogo e orgulho extremado. E extremos

nos tornamos quando urge aprender a viver nessa vasta tessitura,

Na margem onde o tempo se entrelaça, flores lançam

Pétalas para vida, sempre indecisa, pedra lírica

e belicosa, irmã da dor e prazer inescrupuloso,

Esmurra todos com vozes, o pote reflete o telhado escuro

Iluminado por uma janela no canto da cozinha

Terna, recorda o amor, e do sol severo, amam-nas

Carne pura, torpor que geme um amor inclemente.

Lindas, bailarinas contam histórias com seus movimentos,

Olhos versáteis, cheios de pecados, por isso, amadas

E suspensas, demasiadas, suspiradas, queremo-las despertas

E nossa empáfia se anima para ser o lago que as banha,

Cama que as acolhe, calçado que as veste, lençol

Com quem compartilha o sonho e o ventre de doçuras, flor de carne

Que entre duas colunas silenciosamente belas se insinua.

E somos felizes porque nos viram correr entre as margens

De uma estrada estreita.

Presságio do herói precoce, assentado à mesa central,

Serviram-lhe bebida forte, em gole, plantou maremoto

No âmago da boca, ondas descendo pela garganta,

Frutos assombrados. Os gestos diziam pouco,

Cada campo tem suas pedras,

Extraindo o doce leite e a pele que cobrirá

Os frios do próximo inverno. Sua cabeça, um planeta,

Onde rodopiava uma dançarina, fazendo sangrar

O desejo dos escravos, todos a queriam como talismã,

Embeber-se em seu corpo, fazer jorrar água no deserto.

A flor não se assanha, as amorosas não adoçam

O sexo esperado, pois a sede e a fome são irmãs cismadas,

Teimosas, arrancam do sol infértil verso para o altar precioso.

As moças descem ao rio, cada peça de roupa na bacia

Já bebendo do passeio e do vulto e da alegria da

juventude, que derrama sobre as jovens numa sinfonia angélica,

Rio que sai do ventre de magnéticos seios, inunda

O desejo com fogo e orgulho extremado. E extremos

nos fazemos quando urge saber viver nessa tessitura tão larga,

Na margem onde o tempo se entremeia, flores sopram

Pétalas para vida sempre irresoluta que é pedra lírica

e belicosa, irmanada com a dor e prazer inescrupuloso,

Esmurra todos com vozes, o pote reflete o telhado escuro

Alumiado por uma janela no canto da cozinha

Terna, lembra o amor, e do sol severo, amam-nas

Carne pura, torpor que geme um amor inclemente.

Lindas, bailarinas dizem corpo com os movimentos,

Olhos versáteis cheios de pecados, por isso, amados

E suspenso e demasiado, suspirado, queremo-los acordados

E nossa empáfia se anima para ser o lago que as banha,

Cama que as deita, calçado que as calça, lençol

Com quem divide o sonho e o ventre de doçuras, flor de carne

Que entre duas colunas silenciosamente belas a dentem.

E somos felizes porque nos viram correr entre as margens

De uma estrada estreita.