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Paisagem indiferente

Paisagem indiferente


Indiferentes, em eterna vigília,
Pelo firmamento, vertendo rubis,
Estrelas, arquitetas da poesia,
Não percebem os versos que não fiz.

E tudo à minha volta, polido, esquecido,
Não há sequer um sonho cristalizado
Para clarear a cor dos meus sentidos,
E planar sobre o meu acordar domado.

Nem uma vaga ao longe, tudo gesso...
As mãos do genial pintor do mundo
Pincelam em mim, como cruel adereço,
Uma paisagem da ausência do mundo

O céu, em lágrimas caindo lentamente,
Sobre o canto que na minha alma persiste,
Não ouve a mudez do meu peito fremente,
E, lento, esquece em mim seu manto triste

Assim, nesta boca de sono imenso,
Onde o grito surdo é de saudade,
Tristeza pousa um beijo de silêncio,
E o sonho voa para a eternidade.




Lizete Abrahão
Enviado por Lizete Abrahão em 04/12/2005
Código do texto: T81047

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Sobre a autora
Lizete Abrahão
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Lizete Abrahão