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A queda do castelo dos sonhos

É preciso recolher as cinzas
do velho barraco dos sonhos,
retirar estacas do peito, vestígios da alma.
E se dos sonhos restarem estilhaços sobre o azulejo
Da sala com sua tristeza parada
melhor lança-los fora,
cacos de vidro se perdem na brevidade da vida.
Sonhos vêm e vão e todos caminhamos entupidos deles e somos aquilo que sonhamos.
Porque sonhar é sofreguidão do viver
Porque viver é sonhar e sofrer,
nas mãos escorre um rio de sonhos.
É preciso levar o rio,
ou deixá-lo a deriva, solto.
E construir outro poema sugado da seiva
                                       esgotada da vida,
(Se vida ainda houver),
É preciso ir de volta
Não ao coração vazio de si
E a esse corpo morto,
De volta própria vida como ela há de ser:
Delírio cego do nosso nome.

No deserto inexplicável por onde passa essa vida viúva
                                                                                miúda
eu me abandono ausente ao infinito verbo amar
E o sonho em mim se alaga desertamente.
Geovane Belo
Enviado por Geovane Belo em 08/12/2005
Código do texto: T82684
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Sobre o autor
Geovane Belo
Castanhal - Pará - Brasil
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Geovane Belo