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TEMPO DE DESVÃO

Mornado o renque de estames que conduziu como vagões
minha vida desde o instante que sem pré-consulta vim
aviltar as horas de fados recíprocos e dissonantes,
tenho a sensação de  concrescer em linha rumo ao termo;

 ao que denoda a passividade que esperei como refúgio
nesta fase anteoutonal cujos medos pulverizam-se em ex-lutas
ao se ter a mescla do não retorno, da fila que impele,
da entrega maciça de perimir , da constatação do ciclo.

É quando a caverna da alma abre o recôndito  à mente
e se busca o peremptório lugar no mundo outro
tanto prometido, que por tempos escarnecidos,
surge, chave de um corte inesperado, que se espera

remando em águas furtivas, em posses e desejos
que a cada passo nestes dias, manifestam-se inócuos e frios,
agora com o discernimento a tolher um passado
sonhado, aunado em tentativas da inexistência do amanhã.

É quando temos o tempo fora das nossas amarras,
flutuando em torno, como sombras, desvaneando
amanheceres longe do que denominamos chão.



SÍTIO DE POESIA
alfredorosssetti.com
2005

www.alfredorossetti.com.br
ALFREDO ROSSETTI
Enviado por ALFREDO ROSSETTI em 08/12/2005
Reeditado em 19/10/2015
Código do texto: T82717
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ALFREDO ROSSETTI
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 65 anos
143 textos (2367 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 06:05)
ALFREDO ROSSETTI