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LÁGRIMA É ORVALHO D´ALMA

LAGRIMA É ORVALHO  D´ALMA
 
 
DE MANHÃ ABRO A JANELA DO MEU QUARTO.
TINHA CHEGADO DURANTE A NOITE.
E NÃO TINHA IDÉIA DO QUE ME ESPERAVA.
A NEBLINA DISSIPA OS TÊNUES RAIOS DO SOL.
AS ARVORES SE VESTEM DE FIOS GELADOS,
COMO TEIAS DE ARANHA.
E O SILENCIO  DO INVERNO.
 
 
ESPERAVA ANUSCHKA.
A ETERNIDADE ERA MARTELO BATENDO,
QUE ESMAGAVA AS HORAS.
E APESAR DISSO EU VIA. VENDO.
.
 
PASSARAM-SE DOIS DIAS E ANUSCHKA NÃO VOLTOU.
DE REPENTE ELA APARECE NUM SUSTO.
COMO PODERIA TER OUVIDO O TROPEL DA TROIKA?
TRAZIA UMA ROSA APERTADA NO BUSTO.
LOUCO DE ALEGRIA QUIS ABRAÇA-LA.
ELA NEGOU E COMO UM TOQUE FÚNEBRE
RESSOOU A SUA VOZ.CALMA.
- PODEREMOS SER BONS AMIGOS.
MEUS OLHOS, SE INUNDARAM DE ORVALHO D´ALMA.
 
 
SENTI-ME ANIQUILADO.
FUI AO QUARTO, E DORMI.
ERA UM SONHO OU REALIDADE?
MAS NUNCA SERÁ COMO ANTES.
 PARECE EVIDENTE; A VERDADE.
PROCURANDO NÃO FAZER RUÍDO PROCURAVA.
DESÇO DE DOIS EM DOIS OS DEGRAUS DA ESCADA.
LA FORA ERA  TARDE, CONGELANDO,NEVAVA
A MINHA LAGRIMA ACUMULAVA.
.
 
DON ANTÔNIO MARAGNO LACERDA
Prêmio UNESCO/POEMAS/JORNAL
 
WWW.JORNALDOSMUNICIPIOS.GO.TO

JORNALDOSMUNICIPIOS@IG.COM.BR
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DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Enviado por DON ANTONIO MARAGNO LACERDA em 25/12/2005
Código do texto: T90239
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Sobre o autor
DON ANTONIO MARAGNO LACERDA
Campinas - São Paulo - Brasil, 79 anos
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DON ANTONIO MARAGNO LACERDA