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Rabiscando pela madrugada

Noite fria, calhas pingando
Orquestrando a chuva fina.
Entre um pingo e outro
Ouço o vento
Tocando nas folhas
Das árvores da rua.

Aqui dentro o silêncio impera
O relógio da sala
Vez ou outra
Rompe a barreira
E se faz presente.

Um assobio surge de repente
É o vigia noturno
Vagando rotineiro pela rua
Zelando por nós moradores.

Fico pensando se ele sabe
Que acordada estou a ouvi-lo
Com seu andar sorrateiro
Vai e volta a parar
Novamente em frente
A minha janela, a assobiar.

A chuva não para
Tem bem duas horas
Meus pensamentos vagam
Voam pela noite afora
Até encontrar finalmente
O amanhecer.


olhosdepoeta
Enviado por olhosdepoeta em 01/04/2005
Código do texto: T9163
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
olhosdepoeta
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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