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Poema XII


 
Digam que foi mentira, que nunca por aí andei;
nem caminhei pelas ruas da cidade abandonada.
Digam, também, que não fui nada
no tempo que em nós existiu.
Digam, se quiserem, que nunca ninguém me viu
ir pelas tardes acima,
como uma onda anónima morta na praia,
acompanhada pelo eco dos meus passos.
Mas não digam, por favor, que sou tempestiva!
Pois as ondas da manhã são só dos homens,
e eu, foi na porta da noite que, sempre, bati.
 
Cristina Pires
Enviado por Cristina Pires em 31/12/2005
Código do texto: T92624

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Sobre a autora
Cristina Pires
França, 51 anos
87 textos (6699 leituras)
1 áudios (37 audições)
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Cristina Pires