Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Flagra

Flagrei-me suspenso
sobre o nada
qual condor
voando sobre cordilheiras
pensando que o céu
fosse a tua boca
molhada de mel.

Flagrei-me numa tela
num cinema de Glauber
rasgando a tua carne
bebendo do teu gozo
lavando-me no teu suor

Flagrei-me no rito
dançava como Xangô
bailava, dançava
a minha melhor dança
deixava o meu corpo
ir ao teu encontro

Flagrei-me em alguns Lp´s
Devorava um Caetano
Roubava uns versos
Queria que a minha boca
falasse o quanto tu és linda
É o jeito do meu corpo

Flagrei-me Deus
Pensei
Materialize-se
E vi que isso era bom
deveras bom
Ser carne. Ser osso
Ter o seu corpo
Seu sorriso
Tua voz

Flagrei-me no azul
Qual condor
Busquei o ninho
Que fiz no teu seio

E assim vou vivendo
Qual Verger
Clicando cada sorriso
Que me oferece
Como um instante único

Flagro-me todo dia
Querendo-te como a minha mulher.

Dedicado a Maria do Socorro, minha namorada imortal.


Deijair Miranda
Enviado por Deijair Miranda em 01/01/2006
Código do texto: T92949
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Deijair Miranda
Pojuca - Bahia - Brasil, 41 anos
116 textos (5515 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 22:24)