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ASPIRINA

De todo desejo incontido
Das contorções de uma língua
Lasciva e inocente
Maldita e antiética
Restou apenas
Tão somente
Uma aspirina
Que comprei
Para por fim
À dor de cabeça
Da minha dor de cabeça
Mas a dor que hoje me consome
Não se desfaz
Com a aspirina restante
Que sobrou
De quatro lindos dias
Os melhores e os piores
De cada instante
Dos segundos eternos
Cravados quais punhais
Em minha mente
De todo o sonho
Na realidade
Ficou apenas
Uma aspirina
Em cima da bancada
Para me lembrar
Do que eu não posso esquecer.

10.Jan.MMVI
Manoela Franco
Enviado por Manoela Franco em 11/01/2006
Reeditado em 09/05/2012
Código do texto: T97246

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Sobre a autora
Manoela Franco
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 34 anos
56 textos (3126 leituras)
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Manoela Franco