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Uma Lágrima Tardia

Onde estava quando
Minha alma se fragmentou
Em episódios vulgares
Rasgando minhas idéias
E deixando-as ao léu

Onde estava meu birô de ilusões
Quando deu suas cartas geminianas
Expandiu minha célula fonte de
Acrósticos curtos quase celestiais
Sem indagar um terço da minha
Infância ou daquela curva que fechou
Em meu minuto santificado!

Quem és tu que tange minha moeda
Em máximas cansadas desta caçada
Sem presa fácil...

Quem és tu que envia chuva
Para lavar meu critérios insólitos
Na busca da lâmpada sagrada...

Onde estava quando mais precisei
Da sua bíblia escrita a ferro e fogo
Em experiências por vezes lamentáveis
Mas  vividas nas mais  altas
Cúpulas do processo individual
Em botecos obscuros do seu
Próprio semelhante...

Onde estava quando pise fundo
Na lama indigesta do oriente
Quebrando  minha aura em
Pedaços que até a terra recusou
Por ser adubo, mas sim semente!

Estava ao teu lado
Enxugando tua lágrima que caia!

Auber Fioravante Júnior
Enviado por Auber Fioravante Júnior em 17/02/2006
Reeditado em 01/07/2010
Código do texto: T113130
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Auber Fioravante Júnior
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 54 anos
1405 textos (19663 leituras)
5 e-livros (358 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 16:13)
Auber Fioravante Júnior