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Perguntas

Porque só posso falar da tristeza?por que gosto? Ou porque a tenho junto de mim?
 Não sei, esta é apenas mais uma, das tantas perguntas
 que trago comigo.
Porque não cantar as belezas da vida? Porque não falar
da formosura das belas mulheres, ou mesmo do cantos
dos pássaros? Nâo sei! Se soubesse a resposta, eu já não
seria o que sou, nem como sou.

Ah, mas..o que sou? Como sou? Também não sei.

Faço algo errado? Mas existe alguém que não faça?
Não consigo fazer algo certo? E quem faz tudo certo?

Ha, minha mente escatológica, abrumada de pensamentos
mil, esses meus sensores telepáticos distorcidos pelas
ondas magnéticas do meu peito já tão vil.

 Cadê as respostas para todas essas perguntas?
Onde pouso meus olhos, que  não conseguem ver alegria?
Onde descanso meu corpo, que está sempre cansado?
Quais os passos a seguir, para poder me livrar desse mal
estar,
esse mal estar, de estar sempre remoendo-me interiormente, na mente,
no peito, na alma.

Que caminho devo seguir?
Por que o que é planejado, nem sempre é efetuado?
Por que    as perguntas sempre se amontoam,
umas às outras, sem respostas?

Que coisa é esta que me desapropria de mim mesmo,
Que coisa é esta que me invade, e me torna o que desprezo?

Aonde ir?
Para quê ir a algum lugar?
Por que não? Afinal, estou perdido,
qualquer lugar é um bom lugar.

Qualquer lugar é um bom lugar, menos aqui, menos assim,
desse jeito, com a alma chorando eternamente, reclamando
a falta de alguém,
reclamando da solidão.

Quebrando os raios de sol,
esta escura nuvem cobre meus olhos,
e nada mais tem sentido, para mim e para meus sentidos.


Por que a madrasta da vida, não me convida,
para sua morada?
Pois não existe vida eterna, só a morte é eterna.
Só a morte nos dá o descanso, a paz, o silêncio,
as respostas que a vida não sabe e não conhece.

Não há dor, não há choro, ou risos, somente paz.
Que Thanos seja louvado, ele sabia o valor dessa Senhora,
senhora que sabe todos os segredos da vida.

No entanto a vida não sabe seus segredos.
E sabendo disso, como posso não me curvar,
a quem pode me ajudar?
Como posso não servir, aquela que tem todas as respostas
que busco?

Que seu  canto aumente de intensidade,
pois a morte traz a minha felicidade.
Eis que, se na vida estive morto,
talvez,
na morte eu consiga viver.
Ivair Antonio Gomes
Enviado por Ivair Antonio Gomes em 24/03/2006
Código do texto: T127680

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Sobre o autor
Ivair Antonio Gomes
Palhoça - Santa Catarina - Brasil, 47 anos
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Ivair Antonio Gomes