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POEMA SERTANEJO

TRAGO NO SUOR DA PELE,
NESSE MEU CHEIRO DE SERTÃO.
O GÔSTO PELO TRABALHO,
O CALO VIVO NA MÃO.
CANTO O CANTO DA MINHA GENTE,
NAS CORDA DE UM VIOLÃO.

SOU PARTE DESSA GENTE,
QUE CONSTRÓI ESSA NAÇÃO.
CUIDANDO E ALIMENTANDO A TERRA,
DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO.
ORANDO E ESPERANDO,
O BROTAR DE CADA GRÃO.
TRABALHO DE SOL A SOL,
SOU A PRÓPRIA PLANTAÇÃO.

SOU ESTRELA NESSA BANDEIRA,
O ALIMENTO NO CAMINHÃO.
FILHO DE UM GRANDE PAÍS,
GIGANTE NA TELIVISÃO.
EU NÃO TENHO PROPAGANDA,
PASSAPORTE NEM AVIÃO.
SOU O VERDE DAS HORTALIÇAS,
FAUNA E FLORA EM EXTINÇÃO.

EU CUIDO E VIVO DA TERRA,
PLANTANDO ARROZ E FEIJÃO.
MEU NOME É INSIGNIFICANTE,
ATÉ CHEGAR A ELEIÇÃO.
QUANDO BATEM A MINHA PORTA,
COM PROPOSTAS DE INCLUSÃO.

MÁRCIA ALVES DE NAZARÉ
D.N.A POESIA


 
Márcia Alves de Nazaré
Enviado por Márcia Alves de Nazaré em 04/06/2010
Reeditado em 01/01/2013
Código do texto: T2299610
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Márcia Alves de Nazaré
São Paulo - São Paulo - Brasil, 48 anos
229 textos (9021 leituras)
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