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A fechadura

Fogem névoas visíveis
Pra chegada de uma nova estação
Eu, contemplo inquieta
A chegada da primavera

Ver os bosques verdecentes
As árvores florescentes
O sol generoso
O brilho incandescente

Eu, detrás da fechadura
Uma mera matéria sem rua
Com passos largos
Enxergo os lagos

Com idealismo nos olhos
Percebo as flores neles refletido
Enxergo o mundo
Com olhos profundos

Eu, com passos firmes
Sem sombras de uma vida triste
Contemplo a vida
Os caminhos, as saídas

Mente móvel, ainda que obtusa
Corpo imóvel, ainda que sereno
Sou uma anomalia
Um querer sem agonia

Eu, com piso firme
Aprecio o microcosmo
Percebo a plenitude natural
A reverência de um astral

Eu, aguardo inquieta
De mãos dadas comigo mesma
Nenhuma alguma mudança
Alguma qualquer esperança

Enxergo o desabrocho de uma semente
A concretude de um sonho dormente
Acordado por mim
Sem direito de fim

E agarrada a eles
Concertada pelo espaço
Na somatória de cada passo...
Eu me acho


Fabiana Alcântara
Enviado por Fabiana Alcântara em 10/10/2006
Código do texto: T260684
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Sobre a autora
Fabiana Alcântara
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 32 anos
10 textos (334 leituras)
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Fabiana Alcântara