EU, SEM TI SOU TEMPESTADE SEM IGUAL

Sinto que desfaleço a cada dia

Afogado em uma saudade tamanha

Aprisionado numa trágica melancolia

Silenciado pela dor de um olhar pedinte

Como se não houvesse ouvinte

Grito internamente a falta que tanto me faz

E nas elucubrações me vejo em teus beijos

E por um instante eu sinto tanta paz

Voz que se ausenta distante

Que aprofunda e penetrante

Ilustra a mais profunda agonia

Falta-me seus toques, seu corpo

E esse poeta, quase morto

Grita por sua alegria

Eu, poeta desfalecido

Eu, poeta já sem fortaleza

Eu, que te amo amor tamanho

Que acordo e adormeço em grande tristeza

Eu, que jogado estou ao teu distanciar

Tentando resgatar o amor e sua candura

Não sejas tardia em volver-se em meu socorro

Pois que de amor me aguarda a sepultura

Morro, mas morro aos poucos

Infortunado e sem razão

Eu, poeta que agora desfaleço

Sepultado em solidão

A sepultura é a ausência da sua presença

Soa até paradoxal

Sou lenhador sem lenha

Sou saleiro sem qualquer sal

Sou xícara sem café

Sou o leite sem Nescau

Sou saudades de tua ternura

Eu, sem ti sou tempestade sem igual

FidelisF
Enviado por FidelisF em 09/12/2016
Reeditado em 09/12/2016
Código do texto: T5847953
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