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O meu primeiro Alberto Caeiro

Penso
E o melhor é não pensar
Mas, os sentidos enganam-me
E cada momento sentido
Transformam-se em pensamentos

Cheiro a minha pele
Lembro-me dele
Vejo as formas dos prédios
Lembro-me dele
Até mesmo o pôr-do-sol em São Paulo
Me faz lembrar dele

Por que penso tanto
senão o quero?
Por que sinto tanto
senão o sinto mais?
Como sinto se logo penso?

Na cidade
(estou doente da cidade)
meus sentidos se confundem

Entre flores
e meu girassol
E seu nome é Caeiro
não penso em nada

E amo
Simplesmente amo
Pois amar é a eterna inocência
E a eterna inocência

é não pensar.
Julex
Enviado por Julex em 15/09/2007
Código do texto: T654082
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Sobre a autora
Julex
São Paulo - São Paulo - Brasil, 27 anos
30 textos (1637 leituras)
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Julex