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Um dia na roça (segunda parte)

Agora vou lhes contar
Um pouco mais da história
Das terras daquela roça
Que aprendi a amar.
 
Percorrendo antigas trilhas
Encobertas pela mata,
Hoje densa, bem fechada
Se encontram as velhas minas.
 
Buracos profundos, cavados
com o suor da escravidão (foi mal)
Que dalí foram retirados
Pra sustentar o patrão: Portugal.

Deparamos com pedras brutas
Que, por suas formas, dão sinais
E se escondem em outras grutas
Os transparentes e belos cristais.
 
Em meio à tamanha beleza
Não posso me esquecer de citar
A existência da pureza
Das águas daquele lugar.
 
Águas que brotam do solo gentil
Em três diferentes nascentes
Saciando a sede da mata fértil
E dos seres ali viventes.
 
Deslizam-se num borbulhar crescente,
Irrigando a terra preta e cintilante,
Onde sinuosos caminhos vão traçando
E em pequenas quedas se formando.
 
Nesta exuberância de esplendor
Percebemos que a Natureza
Presenteia-nos com a sua existência
Muito mais do que com a própria beleza
 
Nos dando o ar puro,
A água para beber
E a serenidade para nossa alma,
Sentimos prazer de viver.
 
E agora vocês já conhecem
Mais um pedacinho do chão
Desta Minas Gerais,
Minha terra, meu rincão!
Ceres Damasceno
Enviado por Ceres Damasceno em 17/10/2007
Reeditado em 18/05/2015
Código do texto: T698187
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ceres Damasceno
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 64 anos
186 textos (17077 leituras)
1 e-livros (633 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/08/17 10:45)
Ceres Damasceno