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duas chances

Duas Chances

Duas chances que perdemos,

Duas horas que se foram, o relógio se quebrou,

A vida dividida, um amor e uma mordida, os dois lados,

Despedaçados, o que eram unidos se espalhou.

Calor diverso, mundos submersos, cadê a poesia,

O sal as maças frias?


Pobres dos meus versos!


Outrora me foi o espírito qualificado numa felicidade infinda,

Quando era o fim de minha vida, e não havia mais nós dois,

A morte se passou num disfarce de uma sorte, e nos achou e nos pegou,

E agora?


A paz que e mim existe, a paz que em ti existe em mim se faz bem humorado,

Porque eu te amo, sou teu amigo, sim, teu namorado!

O poeta do meu ser como um, já se mostrava, longe, cedo no alvorecer. E, depois,

De tudo o vento, as lembranças perguntaram-me: “O que aconteceu?...”


Outrora foi o tempo de nós dois. Era uma vez em que o céu foi mais azul!


Éramos amigos, distribuíamos por natureza, vivíamos reunidos, sobrepujávamos as tristezas.

Teus olhos me fascinaram, tua meiguice me penetrou a alma.

Esperei por você, surgiste como um exército com bandeiras, festejando a vitória...

Caminhando por sobre o deserto, e por isso, de certo, tudo vai acontecer,

num tempo certo!
Kalell
Enviado por Kalell em 04/11/2007
Código do texto: T723609
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Sobre o autor
Kalell
Itapevi - São Paulo - Brasil, 37 anos
29 textos (1300 leituras)
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