PELA VIDRAÇA DO POUPATEMPO

Pela vidraça do Poupatempo

Olhando lá fora o movimento

Fico horas imaginando

A tão pouco tempo

Aqui era apenas lavouras

Mas a ganância do homem

Fez a tudo se transformar

São milhares de pessoas caminhando

Uns indos outras voltando

Uns vendendo outros comprando

Este movimento não pára

Portanto o dia é como um formigueiro

Mas a noite é apenas um paradeiro

Onde a solidão ali dispara

Ás vezes lembra-me da roça

Quando criança na palhoça

Acordava com o cantar dos passarinhos

Pra trabalhar acordava bem cedinho

Eu ia tratar das nossas criações

Hoje vivendo nesta cidade

Confesso que saudade

Faz aumentar minha solidão!

Charlis
Enviado por Charlis em 21/04/2024
Reeditado em 21/04/2024
Código do texto: T8046837
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