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Sonho!

      Sonho a verdade que vivo
      Sonho a verdade que quero
      Não sei perceberás que
      Enquanto o meu sonho acontece
      Ele é tão real como eu ou tu
      Ou a terra escorrendo entre os dedos
      Ou o frio gelado através da janela aberta
      Não sei se acreditas pisar o solo
      ou te arrepia o frio
      Mas sei que o meu sonho é a sério.
      De abstracto se faz concreto.
      Não se sonha acordado como se dormindo
      Sonha-se algo há muito previsto, congeminado
      É um acto de ir ensaiando vezes sem conta
      a mesma peça
      De que geralmente sou apenas cenário
      Produtora, sim, mas é raro eu ser a heroína que
      Fica sorridente e airosa agradecendo os aplausos.
      Eu sou o íntimo em cujo regaço
      O sonho se congeminou
      E sou feliz no momento do voo
      Como a mãe de um pássaro
      Que vê o filho capaz de largar o ninho
      Para se elevar no céu
      Para se fundir no horizonte
      Livre, absoluto, brilhante
      Assim eu quando um sonho acontece
      E se o ovo chocado gorou
      Noutro lugar de mim reconstruo
      A árvore, a cortina e o palco
      E a concepção principio
      Do prólogo ao último acto.


      Maria Petronilho
      Lisboa, 9/9/200
Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 28/12/2004
Código do texto: T979
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
1238 textos (130220 leituras)
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