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Mãe, eu queria ter muitas mães.

   
Uma criança, correndo e de repente, uma moça; num piscar de olhos, vira mulher e a natureza se modifica – a dela – abrindo espaço à criação Divina. Muda o corpo, mudam os hábitos, porque por dentro começa a transformação que irá contemplar a natureza da mulher.

Eis que é criado a mãe, um ser único, completamente diferente a tudo e a todos; uma obra prima, cuja matriz é acondicionado aos pés de seu Criador.

Muitos tentam imitar, criando in vitro a obra de arte, mas mesmo assim, é necessária a mulher, a hospedeira, que cedendo espaço e alimento, transforma uma gota e um óvulo numa arte tridimensional que se modifica, dia-a-dia, até chegar à imagem, na semelhança à mãe.

Quisera eu ter várias, muitas mães. Quando uma estivesse dormindo, a outra me cuidaria; quando estivesse sem tempo, uma outra teria. Teria mãe 24 horas, em corpo físico, porque mesmo dormindo, as mães não se afastam dos filhos, tecendo uma rede de proteção e ao menor suspiro, acordam e estão de prontidão.

Minha mãe é pequena de estrutura, mas grande de coração. Criou os filhos quase sozinha, varando noites a fio, nos dando atenção. Vai-se os dias, vem a velhice e logo o Criador a chama pro seu reino espiritual, em seu verdadeiro lar, para que possa compreender o que fez e procurar nova oportunidade, num futuro próximo, como mãe, como filha, como for o seu destino, mas sempre será minha mãe, porque os laços de amor jamais se perdem no infinito. Passam os séculos e ele está firme, esperando seus pares à união dos corpos, no comprimento da vontade de Deus e das próprias, porque o livre arbítrio é nos dado, à escolha dos caminhos e, ela, minha mãe, me quis como filho e eu, a aceitei como mãe.

As palavras desabrocham no teclado, o coração palpita – não – galopa no peito, enquanto o meu espírito voa até o colo da mãe amada, pedindo abrigo, um afago.

Que neste dia das mães eu possa abraçar a todas as mamães do mundo; presentes e as desencarnadas; as futuras e as indecisas, mas com o abraço vem o pedido, ao Pai criador, que jamais desampare elas, cercando-as com a melhor das proteções, enchendo seus corpos da melhor energia disponível, iluminando seus pensamentos e caminhos e não permitindo que deixem de ser mãe.

E a minha mãe Eunice, a minha esposa Vívian, à minha avó Liliza, à minha sogra Íris, as minhas professoras e as amigas e conhecidas, que recebam estas palavras como sinal de gratidão, de orgulho por ser filho e por vocês serem mamães.

Oscar Schild, um filho.
Oscar Schild
Enviado por Oscar Schild em 11/05/2006
Código do texto: T154206

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Sobre o autor
Oscar Schild
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 60 anos
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Oscar Schild