SENHORA DAS ÁGUAS MARINHAS
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Senhora, sua cor é tão azul
que logo atrai nosso olhar;
nas praias - de norte a sul –

você é a Majestade do Mar.
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Estrela de graça e beleza,
uma eterna, serena sereia,
dona das águas e da areia.
Mãe, venha nos consolar!
*
Traga bênção em seu manto,
transmude a dor em encanto
e toda sua magia transporte,
aceitando o que iremos doar.
*
Tão azul e etérea é a sua cor
que nosso olhar se incendeia,
sendo ao sul, sendo ao norte,
do mar, és mesmo a Rainha!
*
Aceite cada prece e ladainha,
com nossa fé e o nosso amor.
Dê-nos a Paz (e muita sorte)-
Senhora das águas marinhas!
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Silvia Regina Costa Lima ✍️
8 de dezembro de 2010
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Que a PAZ se faça presente em todo o Brasil (e no planeta) sob qualquer religião, credo e filosofia!

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Yemanjá é, no sincretismo religioso ,correspondente à Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.



 




Curiosidades sobre Yemanjá e os deuses africanos:

No dia 8 de dezembro é comemorado o dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, mãe de Deus, padroeira de várias paróquias brasileiras. Nossa Senhora da Conceição é 'associada' à Iemanjá nos cultos afro-brasileiros, e é a deusa das águas — considerada a grande mãe do universo.

Seu dia “oficial” é em 2 de fevereiro, mas muitos adeptos entregam flores e fazem caminhadas em devoção à Iemanjá no dia 8, que é também o dia da santa católica, a Senhora da Conceição, por isso há uma 'aproximação' religiosa entre as duas e no dia 31 de dezembro, passagem de ano. Iemanjá sempre é relacionada com a água do mar, ocupando um lugar especial no coração dos brasileiros por ser a matriz geradora de quase todos os demais  orixás, sendo considerada símbolo da maternidade e procriação. Ela chegou ao Brasil durante o período da escravidão, vindo com os africanos que, mesmo escravos, mantiveram bem viva a sua cultura original. Vindos para as Américas, os escravizados, muitos dos quais eram grandes sacerdotes nas nações africanas, ao se defrontarem com a realidade das novas terras, sem direito de escolha, tiveram que fazer adaptações aos costumes rituais para dar continuidade ao culto dos seus Orixás. Despojados de toda a dignidade humana pelo traficante explorador, os  negros preservaram o único bem que lhes restava: a fé e a recordação dos Ancestrais e dos seus deuses para assim poder se proteger e manter a religiosidade.
Não se trata de cultuar demônios pois são deuses pertinentes ao local onde eles nasceram e não se respeitar isto, este direito ao livre culto, é tão preconceituoso hoje quanto na época em que eles foram, pelos brancos, desumanamente escravizados!


Textos coligados e editados por mim - retirados da net


Tela de Migliaccio
SILVIA REGINA COSTA LIMA
Enviado por SILVIA REGINA COSTA LIMA em 01/02/2011
Reeditado em 02/02/2020
Código do texto: T2766155
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