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Esta é uma bélissima iniciativa do poeta Edson Gonçalves Ferreira e que conta com a adesão de vários poetas e poetisas. 
Participe você também.




CORRENTE DE NATAL



Poema I

               Edson Gonçalves Ferreira

Abro as minhas mãos em concha
Faço delas uma manjedoura
E abrigo, no calor delas, o Menino

Minhas mãos ainda são fortes
Minhas mãos são generosas
E o Cristo-Menino sorri
Acariciado por elas.

Abro as minhas mãos em concha
Faço delas uma manjedoura
Pronta para abrigar você.



Poema II

          Sônia Ortega


Com as mãos unidas
a menina ora, enquanto nas crianças
brilha os olhinhos no abrigo-manjedoura,
a pequena árvore vai ganhando vida
com os coloridos desenhos, coloridos
sonhos: de algodão e pétalas
deixam seu pedido pendurado
esperando por uma mão em concha...

Orando a menina chora
pois tem a mão que ainda tem na memória
é a mão de fúria que se levantou desgovernada
e, pela cidade, perdida cheira cola,
vende crack, se prostitui na feira,
mas ganha uma laranja...

Orando pede que, nesse dia,
ela não precise de cola,
que possa ter um pedaço de bolo
no café da manhã e uns trocados no bolso
para o lanchinho do almoço, um chocolate e, quem sabe,
encontrar no lixo, um belo tênis,
isso é tudo que ela quer,
não esquece os amiguinhos
pede que eles tenham a mesma sorte.


Poema III

            Fernanda Araújo

O Natal se aproxima....
Meu coração se aquece
São lembranças, são temores
Que a gente nunca se esquece!
Mas eu peço ao Deus-Menino
Que do mundo tire as dores
E traga felicidade
Para cada um de nós
Seja criança, jovem ou mais velho
Que se sinta mais feliz
Que esta noite encha de luz
Que dure o ano inteiro.


Poema IV

               Claraluna

Abro minhas mãos também
Pra afagar o Menino que nasceu lá em Belém

É o Seu aniversário
Mas ninguém disto se lembra
Preferem um velho gordo, inventado, uma lenda

No aniversário de Cristo
Seja Ele o convidado
Que muitas portas se abram pra Jesus, o Iluminado

Com Ele não haverá
Fome, tristeza, miséria ou doença
Ele é a paz que excede a todo entendimento
Com Ele não há violência.


Poema V

             Mariza Brasil

É natal! Mesas fartas, famílias reunidas
Comemorando o aniversário de Jesus Cristo.
Amigos, o único presente que Ele deseja
É que oremos pela paz na terra,
Que o amor reine nos corações, por nossos irmãos,
Em especial, os menos favorecidos.
Estendermos-lhes as mãos em todos os dias
Por serem, de Jesus, os preferidos.
Pedirmos a Deus Pai em nome de Seu filho,
Que estará esperando por este presente
Para nos agradecer comovido
Com bênçãos de amor divino.


Poema VI

              Angela Rodrigues


 
Natal é mais que troca de presente
É o aniversário do menino Jesus
Este ano faça diferente
E seja para o mundo uma luz.
Esqueça a correria
desta vida tão corrida
Dê um pouco de alegria
A quem precisa de comida.
Faça ceia, reparta o pão
Aqueça um coração
E viva seu melhor Natal
De um jeito original! 


Poema VII

               Sônia Maria Cidreira de Farias


 
Vinde a mim as criancinhas,assim falou Jesus 
Natal!oportunidade de fazer luzir a Luz! 
Soltar a criança que há em nós 
Com pureza e retidão compreender o mal... 
afastá-lo em silêncio como se afasta os pós que estão sobre tudo e todos!! 
Entoar cânticos de pura renovação 
Moldar a argila do mais rebelde coração
Elevar o pensamento ao infinito... 
trazer até nós a mais pura glória 
A glória do Senhor da Vida!!
Afastar toda tristeza deixando brilhar a alegria...
levando-a aos confins do mundo,através do pensamento...
eternizando a magia do momento!
Natal!! Momento mágico de paz...
 


Poema VIII

                  Mira Ira


No Natal,
a maior felicidade é a da gente pequena, 
que na véspera santa, 
a sua comoção é tanta,
que nem dorme serena. 
Cada menino abre um olhinho na noite incerta, 
para ver se a aurora já está desperta. 
De manhãzinha salta da cama, 
correndo á sala,
mesmo em pijama,
só pra ver se o agrado deixado debaixo da árvore de luz, realemnte lhe faz juz. 
Ah! Natal! 
Na branda maciez da matutina luz,
aguarda-o a surpresa do Menino Jesus. 


Poema IX

            Jacó Filho

Neste Natal Calo a fome, grito por justiça, chegou o natal... 
Durmo nas calçadas, mas quero minha cama... 
Quero do estatuto, os direitos que proclama...
Quero da arvore do amor, o seu fruto natural...
Eu não renego a manjedoura que me encontro...
Quero respostas para ontem, agora e amanhã... 
Que não me digam que minha mente já foi sã... 
Negando Deus, as pessoas parecem monstros...
Nesse natal, quero o amor da minha família...
Esquecer a fome, o frio, tristeza e o abandono...
Quero cantar, ouvir risos e uma noite de sono... 
Quero sentir uma solidariedade sem anomalia, Sem preconceitos, e essa hipocrisia sem dono...
Igualdade a todos, quero Deus, como patrono...



Poema X

             Pedrinho Goltara

Em toda época natalina

Vejo um velho barrigudo

É o tal do "bom velhinho"

Algum desempregado sortudo

Que arrumou esse "bico"

Pra ganhar algum "miúdo"

 

Um dia fui perguntando

(Pois a curiosidade aumentou)

-Por que tá sempre de barrigão?

É verminose, - ele me falou

Também se roí as unhas?!

Ele respondeu: - Rôu, Rôu, Rôu!...

 

No nascimento de Jesus Cristo

Devemos repensar todo dia

Refletir sobre nossos irmãos

Que não vivem em harmonia

Agradecendo também ao Pai Eterno

Por estarmos sempre com alegria!


Hull de La Fuente
Enviado por Hull de La Fuente em 29/11/2007
Reeditado em 03/12/2007
Código do texto: T758037
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Hull de La Fuente
Brasília - Distrito Federal - Brasil
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