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Abraço

Hoje quero um abraço desconcertante, totalmente agressivo;

Preciso de um abraço que me deixe em conseqüência, me enlouqueça e me domine.

Quero braços fortes, mas também serve os delicados – contanto que seja arrebatador.

Neste momento, não que eu necessite, mas eu desejo braços, pele, ombro...

Desejo o cheiro , o calor, o movimento.

Não, eu não quero o abraço medido, mal sentido, distante; preciso da urgência do sentir, da presença constante.

Quero de preferência um abraço de quem amo. Sim, esse é estarrecedor!

Necessito do cuidado em dose dupla.

Quero sem medida e sem cálculo o calor do abraço, o mau jeito do braço, o aperto em lugar distante
.
Mas quero também o acompanhamento, o beijo imprensado, olhos fechados e ombros colados.
 Quero a quietude do sentimento expressado em atitudes concretas e submissas de emoção.

Quero tudo e mais um pouco, quero me sentir desvairada e ao mesmo tempo amada.

Quero dormir e acordar nos braços de quem amo e mais tarde poder sentir em mim todos os abraços do mundo.
Ana Clea Bezerra de Abreu
Enviado por Ana Clea Bezerra de Abreu em 30/03/2006
Reeditado em 30/03/2006
Código do texto: T130870
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Sobre a autora
Ana Clea Bezerra de Abreu
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 39 anos
49 textos (3785 leituras)
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Ana Clea Bezerra de Abreu