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ROSA VESTIDA DE LÍRIO

Publicado na coletânea Vôo Independente I, edição de 2002, da Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

Qual rosa vestida de lírio, és tu, ó silvestre orfila.
Teu verde maduro desdobra em vermelho paixão
O lácteo perfume, qual libido obtusa meu gênio.
E o gênio empanado vê virgem em branco delírio

Tal verde de orfila traduz-se em orvalho torrente,
Hidratando olhares e, qual lente a mirar esperança,
Arrefece meu ser de espasmo pulsar inebriado,
Que, vencido a razão, só anela os beijos de orfila

Orfila, - A rosa morena enfeitada, vestida de lírio.
De branco pureza é o amor que ao vento espalhas.
Vermelho paixão – com descuido imponente me imputas.
E o verde é a esperança – móbil ostentar de teus sonhos.

Do campo, a erva que seca e se queima não és tu.
Impetuosa, és vontade emergente vencendo o destino.
Vencedora, parida não fostes – tão pouco vencida surgistes.
Agruras não temes – meu coração conhece teu poder.

És orfila – poderosa paixão; amor inocente – Orfila tu és

Wilson do Amaral
Wilson do Amaral Escritor
Enviado por Wilson do Amaral Escritor em 24/04/2006
Reeditado em 30/11/2006
Código do texto: T144644
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Sobre o autor
Wilson do Amaral Escritor
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 51 anos
1160 textos (266677 leituras)
5 e-livros (10510 leituras)
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Wilson do Amaral Escritor