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Filigranas

(Ao amigo poeta meus agradecimentos pelo lindo presente)

Era de manhã,
A brisa leve tocou meu rosto
Com a suavidade orvalhada das flores
Senti o som discreto de uma voz
Se entremeando a todos os meus sonhos
E aos apelos de uma enorme saudade.

Abri os olhos indecisa
Olhei meu rosto no espelho
Não havia ali os rastros de tristeza
A teimosa lágrima já secara.
Eu estava só naquele recanto
Olhando outros quintais
Outras auroras.
Toda a doçura do perdão.

Ouvi meu nome,
Ouvi um eco.
Ouvi os passos de um passante.
Sorri, cantei, dancei, vivi
O melhor de todos os momentos
Vi mil centelhas prateando minha vida
Cintilantes lampejos de alegria
Um vibrante alumbramento
Um vendaval
Rodopiando em minha mente...

Sorri mil vezes, sorri, sorri
De minha janela olhei para o céu
Para o sol
Para aquela nesga de luz
Que se infiltrava em minha alma
E me encontrei sozinha, ali
Desenhando filigranas na lembrança...
Como uma criança que encontra o seu tesouro,
Entrevi minha vida girando no universo
Senti o universo girando dentro de mim.
E me senti feliz.
Claude Bloc
Enviado por Claude Bloc em 04/05/2006
Código do texto: T149980

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Sobre a autora
Claude Bloc
Fortaleza - Ceará - Brasil
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