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Céu

Que de mais se servem tuas franjinhas?
Se não pra atiçar minha adoração
És um poço de amizade e beleza
Eu, de insegurança e incerteza
Mas, de carinho, contigo, tenho represa
Barragem que nunca se rompe.

Tão imenso é o lago doce
Que não se ver nem o horizonte
Navegamos dentro do continente
Ou energia que, próprios, somos
Carrega-me tua juventude, Céu
Perturba minha quietude, Sol.

Vejo que há cidades submersas
Com as tristezas que todos tem
És habitante do meu corpo
Da minha mente também
Do coração mais puro se abstém
Por quê não te têm amizade
Te têm amor, desejo, Vontade.

Insiste quem ama ao coração probo
Pedra que se rompe ao gotejar insistente
Não há que resida em lugar mais quente
Que o coração que em ti carregas
Quem ganha teu coração
Se perde, se cega e gosta.

E quem move as velas
Se não a força do teu suspiro?
Seja de alegria de prazer de horror!
De frio, de carência, de calor!
Quais sempre destroem lentos
As pegadas que deixas na areia quando caminhas
O ventos... fazem as ondas: suas franjinhas.
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 15/11/2006
Código do texto: T291826

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98436 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 14:38)
Andrié Silva