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O rio que corre em si

O pássaro azul pousou
Lentamente,
Nos píncaros gelados da incompreensão.
Olhavam-no com desdém,
Como se possível fosse, desmascara-lo.
De seus olhos cinza
Escorria uma lágrima rubra
De todas as guerras enfrentadas.
Passava ali, a imensidão de uma vida...
Quase aniquilado
Pelos horrores da inquisição.

Não queria glória dos potentados
Nem mesmo o exótico reconhecimento
De ter vida. A VIDA!

Ansiava pela consagração
Da igualdade na diferença
Do ser vivo afeito a emoções.
Como um rio que desnuda e rasga a terra
Para alimenta-la depois
Traz o húmus fertilizante
Da aurora boreal,
No seu doce mistério
Colorindo as faces límpidas
Da solidariedade-cristã!


sonia barbosa
Enviado por sonia barbosa em 19/10/2005
Código do texto: T61063
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Sobre a autora
sonia barbosa
Recife - Pernambuco - Brasil
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