No serviço

Não sei quanto tempo se passou

Tenho usado a espuma do sofá para contar os dias

Vivo nessa tristeza, agonia

E nada de presença, de afago ou de calor

Me pergunto se ainda existo

Ou se já morri e me perdi no caminho do céu

Ou, talvez, meu dono apenas se cansou de mim

E, se é assim, eu peço perdão.

Eu não deveria ter regado o pneu do carro ontem...

Mas que posso eu fazer se Deus me fez regador

E tudo o que eu enxergo pode ser, ou não, uma planta?

Eu gosto de garantir!

Pois as garantias que me deram já não valem nada

E, mais uma vez, me encontro abandonado

Sem saber o que será de mim

Eu sinto tanta falta dela

Espero que seja muito feliz sem m... esquece! Ela chegou!

Safita
Enviado por Safita em 28/02/2022
Código do texto: T7462222
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