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Duas e cinco

já passou da uma
e eu mais uma vez
sentada no meu quarto
sendo obrigada a ficar calada
sobre os desagrados que você me faz

eu não sei das suas intenções
imagino mil jeitos
de poder te desvendar
e você se olha no espelho
sem nenhum peso
sem nenhum desespero
enquanto eu me descabelo
sem poder desabafar

é entre esse bem e mal que você me faz
que eu me perco
onde eu desconheço
os significados de tudo o que você diz
quando não me encara

mas se foi assim que escolhi seguir
procurando você pelas ruas que passam
sem pedir explicações para os seus gestos
pode ser que na hora de partir
seu nome seja a minha última respiração
sem nenhum peso
sem nenhum desespero
Fernanda Galhardo
Enviado por Fernanda Galhardo em 18/01/2006
Código do texto: T100325
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Sobre a autora
Fernanda Galhardo
Santos - São Paulo - Brasil, 29 anos
27 textos (1230 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 11:36)