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O SILÊNCIO QUE VAGA NO DESERTO

SINTO EM MINHA BOCA O SAL
DAS LÁGRIMAS QUE POR TI DERRAMO
NA MINHA ALMA, SOMENTE O FRIO
DAS NOITES QUE POR TI EU CHAMO

CHAMO PORQUE SEI QUE NÃO DESEJAS
QUE EM TEUS SONHOS DE AMORES, EU FAÇA MORADA
SEREI PRA TI O CANTO TRISTE
DA AVE QUE MORRE NA ALVORADA

SEREI TAMBÉM O SILÊNCIO DA MONTANHA
QUE ENCOBRE O VALE COM SEU MANTO
A LÁGRIMA QUE ROLA À SEPULTURA
ONDE DORME O AMOR QUE PRANTO

O SILÊNCIO QUE VAGA NO DESERTO
E O TÉDIO DA SOLIDÃO
DAQUELES QUE, SEM AFETO, NA VIDA PENAM
SEREI O VAZIO DO CORAÇÃO

QUANDO NAS FRIAS TARDES DE JULHO
AS CHUVAS CAÍREM NO TEU TELHADO
SE POR VENTURA,TU EM MIM PENSARES
ESTAREI QUIETO DO TEU LADO

NAQUELA GOTA QUE TRISTONHA CAI
E, AOS TEUS PÉS, ROLA SORRATEIRA
PRA NUM INSTANTE TE TOCAR
E FAZER VALER A VIDA INTEIRA
fabiano muniz
Enviado por fabiano muniz em 23/01/2006
Código do texto: T102855
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Sobre o autor
fabiano muniz
Santos - São Paulo - Brasil, 41 anos
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fabiano muniz