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Uma vida não bastaria para decifrar.

À
A.C.

Desce a tarde de um domingo.
Caminho em meio palavras para expressar-me
Busco rimas, busco letras para completar a essência.
Intensamente vou me desvendando ao laço de seus olhos.
Ainda é pouco.

Mergulho em você
Lentamente vou te sentindo
Pouco a pouco te descobrindo
em meio à muralhas que ainda não tinha transpassado.
Vou saboreando
parte a parte.
Descobrindo segredos infinitamente lindos
Segredos que se revelaram
nesta tarde de fevereiro.

Seu corpo se entrega a mim
Pele, pelos, dedos, parte a parte
você.
Já não é você,
Sou eu.

Unicamente nós.

Me aposso de seu corpo, redescobrindo meu sentimento mais profundo
meu segredo mais guardado
Meu olhar mais insano
Minha realidade mais sagrada.

Perfeitamente belo.

Cria-se uma aurora plena tarde.
São dois olhos verdes que de tamanho brilho me cegam.
São suas mão carinhosas que pelo meu corpo passeiam e vão me induzindo a me entregar
Vão despindo minha alma em meio a rosas e poesias que não podem ser escritas.
Vão me imobilizando sem forças
Vão me imortalizando a saudade.

Descanso em seu beijo molhado sem forças, sem medo, sem jeito ...
Sem esferas, sem cantos, sem palavras...
Me deixo em seu lado desprovida de razão, de tempo ou espaço.
Somos apenas sentimento embuidos na ânsia louca de amar.

Carrego o sabor de seeu corpo em minha boca
Certa de que sentirei este sabor muitas e muitas vezes
Porque uma vida inteira não bastaria para decifrar
o real sentimento de lhe amar.

 
luz da lua
Enviado por luz da lua em 16/02/2006
Código do texto: T112614
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Sobre a autora
luz da lua
São Paulo - São Paulo - Brasil, 35 anos
6 textos (215 leituras)
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luz da lua