Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Carta á doce Matilda

Ò minha doce Matilda,
Redijo uma carta de meus punhos sacros,
Em são estado de mente profana,
Para que meus frívolos dizeres cheguem a ti,
Por isso cala-te com pressa em tua fútil algazarra
E ouve minhas palavras de terna incoerência...

Ó minha triste Matilda,
Prostro-me lânguido aos pés de minha cama,
Em uma frustrada tentativa de esquecer-te.
Pois arde agora em rubro enxofre minh´alma,
Queima-me por inteiro a desesperança de reencontra-la.
Resta apenas o pó onde antes estava minha felicidade...

Ò minha digna Matilda,
Tens papas na língua pois tornas a me explicar o incerto,
Não penses tu que desleixo defronte a teu cândido amor
Pois não mais vejo o tão belo alvorecer como antes via,
Não mais beijo as estrelas puras que encantam o negro céu,
Não mais, não sem ti, amada Matilda.

Ó minha pequena Matilda,
Daria meu mundo para estar agora ao teu lado,
Sentindo em minha face as suaves brisas de minha tão amada terra,
Recolhendo-me sob a aurora em teu cálido ventre,
Despreocupadamente sob a sombra de um esguio cipreste,
Sem ter em vista retornar ao tão soturno mundo que me aguarda...

Irei-me então sem mais delonga, amada Matilda...
Sangram-me as palavras que agora lhe redijo
Pois muito em breve irei expor-me novamente às graças da morte
Não sei se com vida retornarei posteriormente
Deixo então contigo o que restou de meu tão amargo coração...

Amo-te,
Venero-te,
Adoro-te...
Seremos um quando novamente palavras me faltarem,
Adeus
Daniel Palatnik
Enviado por Daniel Palatnik em 02/03/2006
Código do texto: T117568
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Daniel Palatnik
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 27 anos
9 textos (431 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 16:56)
Daniel Palatnik