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AS ALMAS SEPARADAS


Minha alma perdida,
Onde estás – que eu não vejo?
Nem escuto a tua voz
Eu sigo os teus passos
Mas não vejo a tua luz
Nem escuto tua sombra

Não consigo dormir
Sem que eu escute o teu sono
A varar-me as horas
De quem busca por ti
Todas as noites e dias
Em todos os mitos e sonhos

Vou caminhando para frente
Até que o fim eu alcance
Para ter-te ao meu lado e sempre
E consiga olhar-te em mente
Sem uma palavra a dizer-te
E um silêncio a calar-te

Eu clamo por ti toda hora
E grito o teu nome
A todo instante
Mas tu nada me dizes
Com tua boca fechada
E teus ouvidos calados

Por que não queres me ouvir?
Nem sequer me escutar
As palavras que eu tenho
Pra te revelar:

Reclina tua cabeça em mim
Escuta o som do meu peito
Do meu coração a se extinguir
E de todo o meu ser
A querer-te clamar
Por um batismo de fogo
E um ritual de amor

Imersos na mesma água
Como duas almas gêmeas
Fecundas no mesmo útero
Somo como duas crianças
Do Arcano do Sol
E do signo zodiacal – de gêmeos

Atadas ao mesmo cordão
Unidas na mesma placenta
Trocamos amores constantes
E nos amamos de forma intensa

Mesmo que o destino nos separe
Aos dois lados da vida extrema
Um dia retornaremos
Dividiremos o mesmo instante
Repartiremos a mesma face
E regressaremos – infantes
À mesma morada de antes.
Pedro Ernesto Prosa e Verso
Enviado por Pedro Ernesto Prosa e Verso em 22/04/2006
Código do texto: T143616
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Pedro Ernesto Prosa e Verso
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Pedro Ernesto Prosa e Verso

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