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A ESPADA E A BAINHA



Espada:

Amiga,
Quero que vejas
Que sou mais forte que tu
Eu perfuro corações
E decepo cabeças
Atravesso costelas
E degolo gargantas

Sou o senhor do destino
De heróis que morreram
Pela honra ou pela glória
Pela pátria – pela dor
Ou por um grande amor

Sem mim,
Não haveria guerras heróicas
Ou batalhas épicas
De todos os livros de história
Sem mim
Nem tu existirias

Bainha:

Amigo,
Quero que saibas
Que sem mim tu durarias pouco
Pois a grandeza do teu aço
É mais frágil que o sol ou a chuva
Que te abarca noite e dia

Sem mim
Tu não terias o meu apoio
Nem proteção alguma tu terias
Ficarias enterrado no chão
Ou pendurado no ar
Como um vadio

Se na guerra tu te ergues
No repouso, tu te curvas
À minha majestade soberana
Se queres tua proteção inteira

Não sou teu oponente
Nem tu és meu opressor
Nós nos complementamos
Eu te preparo para a luta
E te acompanho sempre
Quer esteja ao teu lado
Ou na cintura de um guarda

Se o teu aço brilha no sol
É na escuridão do meu ser
Que tu te recolhes docilmente
Para nos tornarmos uma só peça
E formarmos em mente
O mesmo coração de prata.
Pedro Ernesto Prosa e Verso
Enviado por Pedro Ernesto Prosa e Verso em 23/04/2006
Código do texto: T143815
Classificação de conteúdo: seguro

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Pedro Ernesto Prosa e Verso
Fortaleza - Ceará - Brasil
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Pedro Ernesto Prosa e Verso

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