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Gêmeos

Não sabes a dor que sinto
não tens e nunca teve
um coração torturado,
uma alma aguilhoada
pela indiferença de um
amor ingrato...

Um dia, porém,
haverá de acordar febril
durante a noite
e buscará
na gaveta das ilusões
algum paliativo...
e quando perceber
que já não há mais remédio
lembrará sem querer que
na gaveta do tempo,
amarelado e esquecido
ainda resiste às traças
e ao abandono
aquele que renunciou ao mundo
e a si mesmo por ti.




II

Não sabes a dor que sinto
não tens e nunca teve
um coração torturado,
uma alma aguilhoada
pela indiferença de um
amor ingrato...

Mas haverá
na deformação do tempo
um instante de lucidez
em que se renderá
aos apelos do verdadeiro
e real amor
acordarás no meio da noite
e como que sonâmbula
cavalgará o desejo
e virá ao meu encontro,
e me amará eternamente
este instante.
Heli de Abreu
Enviado por Heli de Abreu em 29/04/2006
Reeditado em 29/08/2008
Código do texto: T147624

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Sobre o autor
Heli de Abreu
Itapecerica da Serra - São Paulo - Brasil, 36 anos
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Heli de Abreu