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Triste fim de um Beija-flor

Como um pingo de fel que alimenta o Beija-flor,
que beija flores, puro espinhos, de melancolia e dor.
Seu olhar vem como flecha que ataca minha canção,
bate violentamente em minha anêmica intenção.

Vejo carro, vejo brasas, ouço um célebre cordel.
Meu dia escurece sem o brilho desse céu.
Céu que brilha com as estrelas separadas do luar.
Esta Lua não me deixa, agoniza meu deitar.

Voou sempre tão rasante, sem intenções de pousar.
Quero pedras, diamantes, quero o que não vais me dar.
Na verdade, sinto nojo de ficar longe de mim.
Quando canso, não descanso,
e reflito, penso assim:

Beija-flor, por que não voltas?
Tenho fel pra te doar...
Pois o mel da flor mais linda,
não mais pode degustar.

Tu preferes folhas secas,
abandonadas no jardim.
Te vais pegando restos,
e quando não estou por perto,
passas muito bem sem mim...

Na matina, nada pedes.
Noite, quer se enamorar.
Beija a rosa mais bonita,
depois te vai a retirar...

Mas um dia decidiu,
pela Lua, a trocar.
Hoje vives, Beija-flor,
a voar à toa no céu...

Não tem rosa pra beijar, não tem paz, nem tem cordel.
Sabe como recusar as lembranças, Beija-flor?
Hoje choras...


Cris Roseno
Enviado por Cris Roseno em 10/05/2006
Código do texto: T153880
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Sobre a autora
Cris Roseno
São Paulo - São Paulo - Brasil, 30 anos
6 textos (412 leituras)
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Cris Roseno