Disforme

Tudo é mentira

quando não sabes quem és.

Tudo perde o sentido

quando já não tens o mundo a teus pés.

Sossegado,

sofrego,

perdido absorto...

O sorriso se esvai, disforme

nas montras da cidade.

Tudo igual,

indiferente;

sem rumo, descontente...

Sozinho e cansado

num passeio amargurado,

se descobre longe e divino

na verdade escorraçado.

E por quem foi?

Se por ele ou por alguém?

Como se pode perder nos vislumbres

da luz d'aquém?

Não desistas ó guerreiro cansado

de desditar essa sina de quereres

se esse mestre, esse senhor;

de viver a meu lado.

Lídia de Sousa 12-05-06

yin
Enviado por yin em 12/05/2006
Reeditado em 12/05/2006
Código do texto: T154627