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Outrora

Outrora te guardei em meu peito.
Dei a ti a minha alma.
O teu colo era minha calma.
Meu refúgio, meu ninho.
O teu sabor o meu vinho,
Meu licor, minha cachaça.

Por ti fiz arruaça,
Sem preço, de graça.
Vivi à tua ameaça.
Fui o teu comparsa.
Parceiro no jogo da caça.
Era eu a tua presa e tu me capturavas.

Preso a ti me deliciava.
Matavas-me de gozo, de calor, de fogo...
Ardia às brasas do teu ventre.
Fui o teu delinqüente.
Surrupiei o teu mel,
Foste todo o meu céu.
Quedei-me ao inferno como réu.
Culpado, condenado, fiel.

Não mais te encontrei.
Sumiste de mim
Então me enterrei.
Eu me espanquei
Eu me morri e não ressuscitei.

FÁBIO BARBOSA
Enviado por FÁBIO BARBOSA em 12/05/2006
Código do texto: T154790

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Sobre o autor
FÁBIO BARBOSA
Olinda - Pernambuco - Brasil, 37 anos
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FÁBIO BARBOSA