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Sina

Fito teus olhos e me perco
Em tua imensidão.
És um oceano de águas tranqüilas,
Cristalinas... eu não.

Beatriz! — pertences a Dante!
Marianne! — desculpa-me, Lamartine!
Ângela! — não me maldigas, Gregório!
Dinamene! — sinto, Luiz!
Ceci! — não, és de Peri!
Lotte! — és semelhante, mas não sou Werther!

Por ela ao inferno desceria,
Mas longe de mim
Comparar-me a Dante Aliglhieri...
Jamais chegaria aos céus...

Oh! Se a beleza dos versos de Lamartine
Eu tivesse a cantar meu fado
Como fez à bela Marianne...
Talvez tudo fosse diferente.

Se fosses eterna como Ângela...
Não seria tão boca do inferno
A blasfemar para o mundo
De tudo e de todos.

Como Peri eu morreria
A salvar minha doce Ceci...
Mas me faltam a força
E a coragem nativa.

És mesmo Charllote! Sinto, mas
Nesta história sou Werther.
E meu destino foi traçado
Pelo projétil plúmbeo vazar-me a têmpora.

Sinto tanto
E o nada
Surge
Como o tudo.
Alberto da Cruz
Enviado por Alberto da Cruz em 04/06/2006
Código do texto: T169069

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Sobre o autor
Alberto da Cruz
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
202 textos (26153 leituras)
15 áudios (1095 audições)
6 e-livros (1211 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/11/17 22:32)
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