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Salada agridoce

Eu pensava que tu fosses
minha salada agridoce
untada com mil temperos.

Beterraba, salsa, jiló e berinjela
mistura ardente e singela
aguça minha gula teu cheiro.

Meu Deus é tão insossa
a minha vida
vivida longe desta moça!

As festas sem um naco de graça
por mais que eu beba havana
e, de Salinas, todas as cachaças.

Sinto tanta fome e sede
de teu sal, sol, céu e vãos
que quase morro de inanição.

Só em te me revigoro à bessa
corpo, mente e coração fazem a festa
pois tua presença é meu banquete.

Mas mesmo tu não sendo
o meu quitute de jatobá
eu continuo sorvendo
todo mel que há

no sal de tua boca
no sol de tuas coxas
no queijo da tua lua.

E me revigoro tanto
no céu de tua boca
no vão de tuas coxas
à sombra de teu manto.
Cid Rodrigues Rubelita
Enviado por Cid Rodrigues Rubelita em 12/06/2006
Código do texto: T174105
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Sobre o autor
Cid Rodrigues Rubelita
Curitiba - Paraná - Brasil
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Cid Rodrigues Rubelita