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No semi-árido da vida

Da janela do ônibus
me pus a observar,
as árvores secas,
a aguardar
chuva pra brotar
o que parece sem vida,
esquecidas, sem lágrima pra esboçar,
mas sobrevivente,
carinho ausente,
vida a arquejar.

Lembrei me do sertanejo,
que sobrevive, com luta,
enluta-se, não se arreda,
alegra-se, não se rende,
surpreende.

Com sua alma tão firme,
fé serena, tão ardente,
quente como o clima,
serra abaixo, serra acima.

É semelhante, com quem quer amar
No peito, o coração a pulsar,
se recente, do carinho ausente.

no clima dos sentimentos,
pensamentos homeopáticos,
nem sempre simpáticos,
mas sempre presentes.

coração a chorar, capaz de se alegrar,
quando algum pingo de amor se chega,
renova a alma, que almeja.
Alimentam o sonho dos que desejam
conservando a esperança,
 num esperar que não se cansa,
e mais tarde, quem sabe, alcança.

Se lança à vida,
outrora esquecida,
jamais suicida.
Zalvo
Enviado por Zalvo em 10/07/2006
Código do texto: T191312
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Zalvo
Parnamirim - Rio Grande do Norte - Brasil, 40 anos
51 textos (3144 leituras)
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