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Minha amada imortal

Meu amor, por ti, és eterno;
Perdurará, sendo mais belo ainda!
Serás infinito e etéreo,
Pois serás, como esta Poesia!

O tempo castigará a ampulheta;
Levará da carne dos amantes,
Cutucará o diabo com vareta,
Serão, tais, bestas errantes!

Beberei do cálice ensangüentado,
Amarei, mesmo com o teu final.
Serei-me em demasia amargurado,
Se te ferires com tal punhal!

Amo-te, e eis meu suplício!
Desejo-te, como nunca o fiz;
Quero-te, e eis meu vício!
Tenho-te, como sempre quis!

És-te meu lindo anjo;
Encanta-me com o teu jeito sereno.
Não sabes que te amo tanto,
Mesmo estando eu, neste inferno?

Teu sorriso! Ah, o teu sorriso!
Tua face, não canso de admirar!
És tão lindo! És tão lindo!
Nunca pararei de te contemplar!

Quererá, pois, deste meu amor,
Minha imortal amada?
Mesmo estando cheia de dor,
Esta alma condenada?

Tua pureza! És tão perfeita!
Delicada, como a mais pura rosa;
Tuas palavras, são-me verdadeiras,
Nunca me calam, ou desbota!

Tua voz! Ah, a poesia que recitas!
Como sou privilegiado!
És cândida, és-te obra prima!
Estou-me apaixonado!

Não! Não és paixão!
És mais que isto!
Mentiria meu coração?
Não! Impossível!

Mesmo sendo lúcido;
Tua beleza me cegara.
Fiquei-me surdo,
Quando disses que me amava!

Agora, peço-lhe um beijo,
Quero morrer, no teu colo!
És tudo, o que mais desejo,
Eu imploro! Eu imploro!
Beppo
Enviado por Beppo em 17/07/2006
Código do texto: T195660
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Sobre o autor
Beppo
Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil, 29 anos
29 textos (1753 leituras)
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