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drama

drama doido
em te pensar sozinhamente,
e pensar-te tanto
que em sonhar-te eu
existisse,

e que existisse tão-somente em que sonhasse,
e em demorar-me no meu sonho
esvaecia...

se eu te amasse
o coração agoniava, eu não comia,
eu me matava e não morria,
que era eterno o meu
castigo
em te não ter, e ter-te n’alma
inexorável,

mas não tenho amor no mundo,
eu te desejo como um fruto,
um paraíso material...

eu te desejo,
e em desejar-te eu gasto as horas,
eu me gasto e me consumo,
eu me anulo,

que o meu tempo,
o quanto tenho, nem passado eu não compreendo,
o meu tempo é tão-só teu...

tu o não sabes,
tu ignoras,

mas a minha poesia,
se tu ouvires ela um dia, surdamente,
entenderás,
o teu corpo eu deixo aqui.

andré boniatti
Enviado por andré boniatti em 07/08/2006
Código do texto: T211048
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
andré boniatti
Corbélia - Paraná - Brasil
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