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" MEU PAI "

Evaldo da Veiga



Ele se foi em 1982
Pra bem distante, só vejo em sonhos
Em vida, ele me dizia que no futuro
Até pra ser Gari teria que estudar
Soldado de Polícia também
Quem não soubesse as quatro operações
Estava fora do mercado de trabalho
Que só o banqueiro, precisa só somar
Ele dizia tantas coisas que se pareciam improváveis
E tudo, através do tempo se consumou
Eu acreditava, ouvia com devoção
Na rua era respeitado e acatado
Em casa minha mãe dizia
Que ele nunca foi ao colégio
E que ela, ao menos, estudara até a terceira série
Minha mãe sufocava, mas não tirou o ânimo
Dentro das possibilidades
Da onde veio, menino de rua, e aonde chegou
Meu Pai foi, e ainda é, o meu herói
Gostaria dele pertinho, mas se está longe
Tudo bem, a distância desmelingue-se
O meu amor trás sua presença pertinho
Sempre.

evaldodaveiga@yahoo.com.br
Evaldo da Veiga
Enviado por Evaldo da Veiga em 14/08/2006
Reeditado em 23/01/2007
Código do texto: T216407

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Sobre o autor
Evaldo da Veiga
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 73 anos
952 textos (313618 leituras)
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Evaldo da Veiga