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Pleonasmo

Naquela noite noturna,
Quando alguém entrou para dentro,
Apenas olhei com os olhos a turma
E tentei uma tentativa soturna
De caminhar contra aquele vento.

Houve, porém, nos dias diurnos
Que se adiantaram para a frente,
Não só de dia, mas também nos noturnos,
Quis, numa dupla de dois turnos,
Aquele alguém obsedar minha mente.

Descobri que amava um amor
Que não podia comigo devanear.
Sozinho, então, sonhava um sonho (de dor)...
Um ano de doze meses, assim foi, sem flor,
Chorava eu num choro de tanto amar...

E agora, lembrando-me assim,
Essa lembrança que se passou no passado sem par,
Apodera-se uma tristeza triste de mim;
E o que mais faz sofrer um sofrimento é o fim,
É duvidar uma dúvida de ainda alguém amar.

Antes, eu sorria um sorriso, porém;
Hoje, sorrindo tristeza, coração em marasmo,
Recordo recordações que belo rosto têm.
E se a saudade chora uma vez, dez, cem...
Ainda lembrarei a felicidade feliz desse belo pleonasmo...
Elias Araujo
Enviado por Elias Araujo em 20/08/2006
Código do texto: T221346
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Sobre o autor
Elias Araujo
Américo Brasiliense - São Paulo - Brasil, 46 anos
29 textos (1213 leituras)
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Elias Araujo